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ILUSÃO

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Eu fiquei sem saber Se era mentira, Se era verdade?!? Não deu prá entender. Eu bem que tentei Procurei lá no fundo Repassei as informações Todas que recebi e as que conclui por mim mesma. Não é simples assim! As resposta estão bem na nossa frente Mas até enxergá-las... Nossa!!!!!!!! É preciso tempo As vezes muitos e muitos anos Prá se chegar a poucas verdades. Entender o óbvio, Requer paciência e até ciência Ajuda dos Filósofos antigos ou Mesmo dos Filósofos modernos Daqueles que varrem as nossas ruas ou limpam as nossas casas. Os cristais tão limpidos, translúcidos Não são visto com muita facilidade Se confundem com a própria água Que bebemos todos os dias Sem sequer nos darmos conta de quanta vida Sacrficamos prá nos mantermos vivos. Por ironia ou concidência Só nos piores momentos Em meio a choro e lamento Perdas irreparáveis Sentimos por um leve relance A verdade ao nosso alcance E por instantes ou segundos Entendemos Tudo Mas em fraçã...

Mudando de Pele

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O que somos??? Destino, Sombras do caminho, Sonho de menino, Trapos de Paixão!!!!!!!!!! O que levamos??? Quedas na ladeira, Rasgo de poeira, Tardes namoradeiras, Abraços, cantigas, amigos, razão!!!! O que guardamos??? Sopros ou ventanias, Tempestades de harmonia, Fracassos, vitórias, alegrias ou agonias O tempo sempre fica com a medalha Nossa parte é a pequena grande recordação!!! Maria de Fátima Méres de Morais

ACALANTO

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Vento que sopra em meu rosto Caminhos que levam ao coração Sonhos distantes trazidos em Gondolas Envoltos em teias da  minha razão Corpo doido Águas que marcam Que mutilam Amargas lembranças Doces ilusões Mãos que me tocam sem braços Me arrancam suspiros Me fazem chorar Um eterno ir e voltar Sem deixar, sem levar Longe sombreiros da vida Amigos ou inimigos dos nossos desatinos São laços cortantes Pensamento errantes Cobertos de instantes Um grito, uma agonia Um simples respirar Maria de Fátima Méres de Morais

Viver

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Um carinho, um sorriso Descuido de sonhador Promessas de cantador Poemas que só o vento escutou O tempo que é tudo que sou Meu agora, meu antes, meu depois Escorregadia existência Tão grande.. tão pequena... Simples assim Escolhas, decisões Conflitos do destino Confrontos da razão Sentimentos se misturam Atrapalhadas paixões Canções de ninar Canções de sonhar Canções de amar Canções de partida Maria de Fátima Méres de Morais

Brisa

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Hoje sonhei com a brisa e ela me tocava ligeira e calma seu toque suave foi tão passageiro que quase não consigo lembrar apesar de sua eteridade a brisa me fez sossegar passou sem deixar rastro nem a muito que se detalhar passou apenas mas seu cheiro ficou cheiro molhado cheiro de chuva cheiro de mato cheiro de alento ficou só um momento mas me envolveu até por dentro e quando partiu me fez lembrar era só um sonho com gosto de sempre um sonho perdido no ar Maria de Fátima Méres de Morais

Era Uma Vez

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Eu vou partir... e a culpa é da solidão das estrelas e a culpa é dos soluços da lua e a culpa é do perfume das flores e a culpa é  da preguiça solar e a culpa é dos carinhos do vento nos meus cabelos Eu vou partir... prá não chorar prá não ter que explicar prá não ter que admitir que não tentando encontrar encontrei prá não ter que pertencer prá desistir de ser prá desistir de ter prá não me arrepender Eu vou partir... não vou me deixar levar pelo canto do anoitecer nem pelos suspiros das tardes orvalhadas nem pelo jeito doce do dia quando vai amanhecer Eu vou partir... não tente me impedir não venha discutir as razões não vou escutar o que tem a dizer não vou parar prá pensar não vou querer nem saber Eu vou partir... e meu ir não admite vir é despojado de bagagens, lembranças ou recordações vale apenas pelo tempo que se esgotou por tudo que se aproveitou cada sincero sentir Eu vou partir... e já é muito dizer! Ma...

Primavera

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Onde foi que te encontrei perdida a ermo sonho sem tempo broto de chão te levo ou te deixo solta, livre vai voar Brincando de amar pensando em ficar deixei me levar não pude evitar seu canto sereia seu cheiro de mar Poema ligeiro olhar sorrateiro preguiça de dia aconchego de mãe noite de pomar Onde foi que te perdi nos dedos do vento nas sombras da vida na luz do luar Maria de Fátima Méres de Morais