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FRANQUEZA

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E assim vou eu aprendendo sua língua inacabada não faço questão de nada meio perdida  meio achada as vezes, um livro  na estante as vezes, um filme empolgante do meu jeito ou do jeito que devo ser exposta em seu sorriso nos seus olhos de menino guardada em seus carinhos esquecida em seus caminhos sou como um vento uma vez que passo jamais volto lúcida, ilícita em verso ou prosa versão atualizada um tanto quanto aventureira forte quando preciso fingido de fraca quando convém acredito em finais felizes e até em conto de fadas louca, chata chorona, medo de voar gosto mesmo é de cantar sem pressa prá não desperdiçar  felicidade ouvindo a sua voz em todo lugar por entre avenidas aonde tudo começa aonde tudo passa com um pouco de sorte, talvez uma boa companhia sentimentos improváveis toques suaves apenas um segundo ou uma eternidade. Por: Maria de Fátima Méres Morais

APRENDIZ

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A vida me ensinou estranhas atitudes espertezas da alma ou segredos ancestrais Deixar, levando perder, ganhando render-se, dominando sorrir, chorando fugir, aproximando ignorar, desejando rejeitar, cativando duvidar, acreditando menosprezar, exaltando complicar, simplificando ocultar, revelando desprezar, amando prender, soltando partir, ficando Por: Maria de Fátima Méres Morais

ESTRANHO

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Entre sonhos e desejos pensamentos insanos estranhos sentimentos escorre entre meus dedos a música dos ventos dos momentos sem forma doces agonias secretos tormentos assombram minhas ilusões Longe ou perto vivo ou morto como saber? na realidade em que se esconde mensuras são abomináveis existe apenas em sua própria maneira de ser Agora que pressinto sua presença intocável leveza envolvente sufocante e ardente aprisiona meu Eu carente entender??? quem entende???!!!?? Por Maria de Fátima Méres Morais

GRÃO DE AREIA

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Meu pequeno Grão de Areia Tão igual Tão diferente É do universo e mal cabe na minha mão Solto, leve, estranho encanta e desperta a insignificância do que sou ou do que penso ser Ocupa meus espaços e me deixa sem lugar Vou das alturas distantes, insondáveis, inatingíveis aos queixumes terrosos inevitável desprezo, descaso, próximo aos imperceptíveis males do  cotidiano humano. Como raios solares, imprescindíveis à natureza mas, poderosos em danificar, destruir e até matar dependendo da hora e do grau de exposição. Assim sou Eu  irradiante, fugaz e até estrelar reduzida a "pó" condicionada  ao nada paralisada inquestionavelmente sem opções sem verdades, sem mentiras apenas um pequeno Eu, diante do  meu Grão de Areia. Por: Maria de Fátima Méres Morais

DESEJOS

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Desejo a vocês... Fruto do mato Cheiro de jardim Namoro no portão Domingo sem chuva Segunda sem mau humor Sábado com seu amor Filme do Carlitos Crônica de Rubem Braga Viver sem inimigos Filme antigo na TV Ter uma pessoa especial E que ela goste de você Música de Tom com letra de Chico Frango caipira Ouvir uma palavra amável Ter uma surpresa agradável Ver a Banda passar Noite de lua cheia Rever uma velha amiz ade Ter fé em Deus Rir como criança Ouvir canto de passarinho. Sarar de resfriado Escrever um poema de Amor Que nunca será rasgado Formar um par legal Tomar banho de cachoeira Aprender um nova canção Esperar alguém na estação Queijo com goiabada Pôr-do-Sol na roça Uma festa Um violão Uma seresta Recordar um amor antigo Ter um ombro sempre amigo Bater palmas de alegria Uma tarde amena Calçar um velho chinelo Sentar numa velha poltrona Tocar violão para alguém Ouvir a chuva no telhado E muito carinho meu Com poemas de Drummond Por: Maria de Fátima ...

ACORDAR

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Acordar!!!!!!!!!!!! Um canto em minha mente Acordei dormente cheia de sons e cores plena de seus sabores Agora sei menos com sensações de mais Pensando em tudo Pensando em nada Murmúrios fluentes Vou sair para olhar Vestida de coragem A procura de ilusão Sempre lembrando de não me esquecer que amanhã está tão distante quanto ontem, Só o hoje está ao meu alcance Vou aproveitá-lo sem desperdiçar Beber até sua última gota sombrear-me de alegria esparramada sobre os encantos da mais doce chuva despertando meu instinto caçador transmutado em desbravador dos mundos descobertos cobertos de outros mundos cíclicos ou ascendentes  insólitos ou  corriqueiros paralelos ou perpendiculares complexos, inatingíveis imperceptíveis, ínfimos, estratosféricos Embriagar-me do dia E me deixar ficar. Por: Maria de Fátima Méres Morais

POETA

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De repente poeta trocando em miúdos os mapas das estrelas e do coração Flecheira de almas distraídas, carentes cobertas de fantasias Palavras escorrendo entre os dedos esmagadas ao vento pisadas no tempo engarrafada guardada envelhecida Mercado exigente produz seus amantes eternos anseios de falsos senhores compradores, cambistas valorando até as migalhas do líquido enebriante Cálida, solística tênue loucura assombrada melancolia meneios da vida esmerilho constante sopro de vulcão. Por: Maria de Fátima Méres Morais