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CRIANÇAS

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Criança é linda menino, menina sorriso, inspiração alegria, emoção. Criança é vida contidas, falantes arredias, vibrantes aquecem o coração. Criança é amiga conforto, carinho mil beijos compaixão. Criança é meiga leveza, certeza de quem ama sem condição. Criança é segredo caprichos, cochichos calmaria explosão. Criança é esperteza, pureza fantasia, brincadeira birra, briga perdão. Criança é verdade sinceridade, coragem criatividade, honestidade paixão. Crianças são muitas iguais, diferentes bondosas, raivosas manhosas é sempre o nosso lado bom. Crianças são prantos cantos, contos sonhos histórias medo de bicho papão. Criança é esperança infância doces lembranças bondade o melhor da nossa humanidade é o mundo em nossas mãos. Por: Maria de Fátima Méres de Morais

DA VIDA

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É Vivendo que sem perceber esquecemos abandonamos desprezamos anulamos deixamos num canto paramos de usar Aos poucos vamos substituindo excluindo abortando renunciando partindo mesmo quando ficamos É preciso resgatar desamassar desreprimir trazer de volta buscar na alma o que já morreu o que se perdeu Acreditar reencantar enamorar apaixonar com as pequenas coisas rotineiras que carregam grandes valores ressuscitar os sabores amores olhares carinhos desejos apodrecidos nos rancores tudo que só lembramos quando nada sobrou quando o tempo levou. Por: Maria de Fátima Méres de Morais

UM RIO DE OLHAR

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Um dia menino sonhei ser um rio profundo, largo farto de peixes matando a sede do gado que boiadeiro levou A correnteza do rio pedra miúda lavou mulheres ribeirinhas muita história contou Nas regiões áridas sede e fome saciou abrigo de espécies raras no mar já desaguou Ao longo do curso por maus-tratos tornei-me escasso um fio de água prestes a secar Perdi meus encantos virei espanto acordei com um rio no olhar. Por: Maria de Fátima Méres de Morais

GIRAR

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Soube de repente que sou sobrevivente do mundo dentro do mundo da gente Ambíguo inconstante inverso submerso na poeira de submundos distantes O caos se aquieta flutua, espera anula a desordem reduz a história num simples pensar Com ares sutis palavras gentis traz tudo à tona agora gigante começa a girar Girar sem parar em torno de si em torno do mundo que segue sem se importar. Por: Maria de Fátima Méres de Morais

OBSERVAR

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Manhãs de Abril cobertas de pontinhos brilhantes cobrem o chão das ruas com folhas coloridas a todo instante Tardes de Maio mudam a cara da cidade com revoadas de andorinhas aproximam caminhos ampliam as sombras nas pracinhas nos campos, roseiras nos cafezais Noites de Junho são quase um poema contado pelas estrelas que dividem o céu com balões de papel imensas fogueiras cheiros doces ramos de bananeira brincadeiras bandeirinhas nos quintais Por: Maria de Fátima Méres de Morais

TECIDOS

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Entrelaçando fios e pontos eu teço um forro um gorro um manto a vida encontros e desencontros Fio a fio ponto a ponto sou eu quem conto a trama do meu destino tecendo desatinos verdades mentiras conquistas enganos errando, desmanchando, recomeçando Fios pratas dourados coloridos preto branco Fios que passam por outras vidas Tecendo desde menina em busca do ponto que termina. Por: Maria de Fátima Méres de Morais

ATINOS

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Perdida, ferida no meio da vida Doente Esquecida na lama do medo nas sobras da ilusão nos restos de paixão Tocou-me sem jeito tocou sem querer tocou só com olhar amigo ou amante demonstrou respeito buscando conquistar Voltei a ser criança Pensando ser Rainha sem suspeitar aproveitei pra sonhar Tocar os teus lábios Sentir teu abraço Limpar minhas dores Coberta de amores Esquecer os horrores Amar e amar Foi repentino e como menina não questionei quando acordei de novo sozinha cheirando a saudade sem pão sem abrigo na alma uma opção: viver de perdão. Por: Maria de Fátima Méres de Morais