O Santo e o Profano




O tempo não tem pressa
aonde o mar arrebenta
a gente se perde
ouvindo o murmúrio das ondas
pés molhados de espuma
cabelos pingando de areia
corpo salgado
suado
poente
a se esquentar

Cheiro de gentes
pensar
intuir
perceber
reinventar a vida
costurar feridas
remendar utopias
sofismas da razão
canduras de poeta
correr
fujir das incertezas
já não vejo com tanta clareza
tateio sombras do coração

Nas paredes do destino
rabisco alegrias
desenho esperanças
sussurro segredos
registro gentilezas
gestos livres emanados da compreensão

Quem sou Eu?
porque mereço atenção?
sou poeria
água derramada no chão
ou um simples capricho da ilusão
prisioneira das minhas próprias guerras
travadas na loucura da procura
em busca de respostas
dos vazios e da solidão

Contradição
ironia
mergulhando em águas profundas
achei tua companhia
laços
ternura
pura vida
festa
risos
abraços
sonetos
solfejos da emoção
aconchego
mais um pródigo a voltar

Maria de Fátima Méres de Morais

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