sexta-feira, 20 de março de 2015




Nos portais do tempo
tantas opções
escolhas desmedidas
rotineiras,
corriqueiras
traiçoeiras
tranquilas
desconhecidas
surpresas
temidas

atalhos
becos
ruas
avenidas
solitárias
movimentadas
curtas, longas
subidas com descidas
saltos profundos
confusos
transbordam em outras vias
rotas antigas
perdidas

chão marcado
manchado
eternos
palco de gerações
guardados
descobertos
transpassados
pelas vidas
destinos
continuos eldorados


por: Maria de Fátima Méres Morais



sexta-feira, 30 de janeiro de 2015


E assim vou eu
aprendendo sua língua inacabada
não faço questão de nada
meio perdida 
meio achada
as vezes, um livro  na estante
as vezes, um filme empolgante
do meu jeito ou do jeito que devo ser
exposta em seu sorriso
nos seus olhos de menino
guardada em seus carinhos
esquecida em seus caminhos
sou como um vento
uma vez que passo jamais volto
lúcida, ilícita
em verso ou prosa
versão atualizada
um tanto quanto aventureira
forte quando preciso
fingido de fraca quando convém
acredito em finais felizes
e até em conto de fadas
louca, chata
chorona,
medo de voar
gosto mesmo é de cantar
sem pressa prá não desperdiçar  felicidade
ouvindo a sua voz em todo lugar

por entre avenidas
aonde tudo começa
aonde tudo passa
com um pouco de sorte, talvez uma boa companhia
sentimentos improváveis
toques suaves
apenas um segundo
ou uma eternidade


Por: Maria de Fátima Méres Morais








quinta-feira, 18 de dezembro de 2014




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A vida me ensinou
estranhas atitudes
espertezas da alma
ou segredos ancestrais
Deixar, levando
perder, ganhando
render-se, dominando
sorrir, chorando
fugir, aproximando
ignorar, desejando


rejeitar, cativando
duvidar, acreditando
menosprezar, exaltando
complicar, simplificando
ocultar, revelando

desprezar, amando
prender, soltando
partir, ficando


Por: Maria de Fátima Méres Morais


sábado, 22 de novembro de 2014



Entre sonhos e desejos
pensamentos insanos
estranhos sentimentos
escorre entre meus dedos
a música dos ventos
dos momentos sem forma
doces agonias
secretos tormentos
assombram minhas ilusões

Longe ou perto
vivo ou morto
como saber?
na realidade em que se esconde
mensuras são abomináveis
existe apenas em sua própria maneira de ser

Agora que pressinto sua presença
intocável leveza envolvente
sufocante e ardente
aprisiona meu Eu carente
entender??? quem entende???!!!??


Por Maria de Fátima Méres Morais

sábado, 25 de outubro de 2014




Meu pequeno Grão de Areia
Tão igual
Tão diferente
É do universo
e mal cabe na minha mão
Solto, leve, estranho
encanta e desperta
a insignificância do que sou
ou do que penso ser
Ocupa meus espaços
e me deixa sem lugar
Vou das alturas distantes,
insondáveis, inatingíveis
aos queixumes terrosos
inevitável desprezo, descaso,
próximo aos imperceptíveis
males do  cotidiano humano.
Como raios solares, imprescindíveis à natureza
mas, poderosos em danificar, destruir e até matar
dependendo da hora e do grau de exposição.
Assim sou Eu  irradiante, fugaz e até estrelar
reduzida a "pó"
condicionada  ao nada
paralisada
inquestionavelmente sem opções
sem verdades, sem mentiras
apenas um pequeno Eu, diante
do  meu Grão de Areia.

Por: Maria de Fátima Méres Morais



domingo, 31 de agosto de 2014

DESEJOS

Desejo a vocês...
Fruto do mato
Cheiro de jardim
Namoro no portão
Domingo sem chuva
Segunda sem mau humor
Sábado com seu amor
Filme do Carlitos

Crônica de Rubem Braga
Viver sem inimigos
Filme antigo na TV
Ter uma pessoa especial
E que ela goste de você

Música de Tom com letra de Chico
Frango caipira
Ouvir uma palavra amável
Ter uma surpresa agradável
Ver a Banda passar
Noite de lua cheia
Rever uma velha amiz
ade

Ter fé em Deus
Rir como criança
Ouvir canto de passarinho.
Sarar de resfriado
Escrever um poema de Amor
Que nunca será rasgado
Formar um par legal

Tomar banho de cachoeira
Aprender um nova canção
Esperar alguém na estação
Queijo com goiabada
Pôr-do-Sol na roça

Uma festa
Um violão
Uma seresta
Recordar um amor antigo
Ter um ombro sempre amigo
Bater palmas de alegria
Uma tarde amena

Calçar um velho chinelo
Sentar numa velha poltrona
Tocar violão para alguém
Ouvir a chuva no telhado
E muito carinho meu
Com poemas de Drummond


Por: Maria de Fátima Méres Morais


Acordar!!!!!!!!!!!!

Um canto em minha mente
Acordei dormente
cheia de sons e cores
plena de seus sabores
Agora sei menos
com sensações de mais
Pensando em tudo
Pensando em nada
Murmúrios fluentes
Vou sair para olhar
Vestida de coragem
A procura de ilusão
Sempre lembrando
de não me esquecer
que amanhã está tão distante
quanto ontem,
Só o hoje está ao meu alcance
Vou aproveitá-lo sem desperdiçar
Beber até sua última gota
sombrear-me de alegria
esparramada sobre os encantos
da mais doce chuva
despertando meu instinto caçador
transmutado em desbravador
dos mundos descobertos
cobertos de outros mundos
cíclicos ou ascendentes
 insólitos ou  corriqueiros
paralelos ou perpendiculares
complexos, inatingíveis
imperceptíveis, ínfimos,
estratosféricos
Embriagar-me do dia
E me deixar ficar.

Por: Maria de Fátima Méres Morais