sábado, 8 de abril de 2017

DANÇA PARA UM OLHAR




Seus olhos nos meus olhos
é como uma sinfonia
daquelas que não se sabe 
se vai acabar ou começar
é sopro
é vento
sorriso, encanto
O sangue correndo
como bailarina
no ápice de sua apresentação
com mil piruetas
cabriloe, assemble, jeté
O coração em Balotté
já não sabe o que fazer

Termina o primeiro ato
com um toque suave
medos, fardos
pensamento em Balloné
corpo Batterie
Brisé, Brisé volé, Changement, Chasse
Écarté, Temps levé
Perdi o compasso
não sei em que ato estou
Tombée
assim termina o que não começou.

Por: Maria de Fátima Méres de Morais

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